Dia Mundial da Poesia - em casa!

Amanhã vamos festejar o Dia da Poesia, mesmo de casa.

A equipa do CLi quer partilhar com os seus seguidores alguns poemas em diversas línguas, na nossa conta facebook.

Não há hora, nem lugares marcados, apareçam e tragam poemas para a troca.

COVID-19: Plano de contingência

As aulas do CLi encontram-se suspensas entre os dias 11 e 9 de abril.  A Secretaria do CLi estará encerrada ao público também durante este período, podendo o atendimento ser feito por telefone e e-mail.

A Faculdade dispõe de um plano de contingência para lidar com as atuais circunstâncias de epidemia. O documento pode ser consultado e descarregado do site da FLUL onde se descrevem também algumas medidas e procedimentos que devem ser do conhecimento de todos os professores, funcionários e alunos. Aconselhamos, por isso, a leitura de toda a informação disponibilizada.

Cancelamento do DESTRAVA - Festival das Línguas

O CLi-FLUL informa que o DESTRAVA – Festival das Línguas, agendado para a semana de 16 a 20 de março na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), foi adiado.

A decisão surge no seguimento de um conjunto de medidas preventivas adotadas pela FLUL, tendo em conta a epidemia COVID-19 que inclui o cancelamento de todas as festas e eventos académicos até 15 de junho.

A organização do DESTRAVA reagendará o evento para o próximo ano letivo e espera poder voltar a contar com a disponibilidade e interesse que, generosamente, recebeu de todas as partes envolvidas na programação deste ano. 

 

Anunciamos os vencedores do Concurso de Fotografia

Estão escolhidos os vencedores da 2ª edição do Concurso de Fotografia do CLi-FLUL. Em análise estiveram 62 fotografias subordinadas ao tema "Inclusão pela Arte" e depois de muita ponderação o júri deliberou a seguinte atribuição de prémios:

1º prémio: José Jonathan Ibarra Coronel "A linha onde se cortam os sonhos"

 29 min

 

 

2º prémio – André Ferrão "Desorganização"

lenços

3º prémio – Vinicius Wilson "VesperARTE"

vesperarte

Menções honrosas:

Mário Diogo da Silva Afonso "Para onde vão as coisas perdidas"

38.2 

Mariana Rotili "Danças para Mover Jardins"

36.2 min

 

Parabéns aos vencedores!

"Lista de coisas a fazer" foi a proposta vencedora do Concurso de Escrita Criativa

"Lista de coisas a fazer" da autora Débora Mogueiro da Silva foi o texto escolhido para o 1º lugar do Concurso de Escrita Criativa e Multilingue do CLi-FLUL.

A edição deste ano contou com 91 textos, em 9 línguas (alemão, búlgaro, castelhano, coreano, espanhol, francês, inglês, italiano e português). 

O júri decidiu atribuir quatro prémios (dois para um 2º lugar em ex aequo) e uma menção honrosa. 

1º Prémio: Débora Mogueiro da Silva "Lista de Coisas a fazer"

2º Prémio: Angela Canez "Comunidade" e Myrna Renaud "Certamen"

3º Prémio: Inês Marquês Mateus

Menção Honrosa: Rita Martins

 

1º Prémio: Débora Mogueiro da Silva - "Lista de Coisas a fazer"

 

opções

pinta o cabelo vai a um funeral de um desconhecido escreve uma obra prima sem final e perde-a no metro dorme na rua diz às pessoas que o interior das tuas pálpebras é verde grava um álbum inteiro com sons feitos com coisas do quarto escreve uma biografia do Tommy Chong aprende havaiano só para dizeres às pessoas que sabes falar havaiano tenta vender o álbum aos turistas da Rua Augusta vai de bicicleta para Marselha diz às pessoas que detestas traduções cria uma marcha pela igualdade de género entre bois e vacas rapa as sobrancelhas alcatifa a casa de amarelo diz às pessoas que mudaste de data de aniversário faz parapente na Albânia candidata-te a jardineiro do Tommy Chong desaparece para uma comunidade no sul da Índia pinta as paredes do quarto aprende jardinagem espalha rumores sobre a vida sexual do presidente oferece-te para renovar jardins de amigos a troco de massagens nos ombros cria uma linha de roupa vermelha convence estranhos de que não há diferença entre branco e preto e cores são só relativas esbugalha os olhos a estranhos no metro escreve uma peça de teatro interativa e nunca a encenes pergunta a pessoas na rua se elas sabem a que horas começa o teatro suborna um polícia termina esta lista tenta vender o álbum no metro pára de usar cuecas depois dos 40 cria uma cápsula do tempo e deixa o único mapa para a encontrar no Japão diz às pessoas que achas que a personagem principal da Bíblia foi subdesenvolvida em caráter tenta invocar o espírito do Hemingway com um tabuleiro ouija faz yoga e gaba-te de que fazes yoga vende todos os livros que tenhas aos 40 escreve um manifesto sobre o ordenamento e distribuição do território urbano na horizontal pronuncia-te contra elevadores inicia uma petição para abolir lancheiras gaba-te do conhecimento que tens sobre a vida do Tommy Chong planta uma árvore em todos os países que fores abre uma quinta onde leões e gazelas vivem em harmonia diz às pessoas constantemente que o teu psicólogo disse que não podes passar mais de 12 horas consecutivas com ninguém apadrinha um elefante diz ao teu chefe que gostas da estética dele tira um curso de programação e nunca o utilizes arranja um emprego num café à beira do Lago de Como faz uma coleção fotográfica das caixas onde as pessoas guardam as suas drogas finge a própria morte filma uma curta sobre a ética e estética lisboeta exclama oy vey sempre que te perguntarem de onde és escreve um livro em português arcaico diz às pessoas que hummus é importado do Alcorão

 

 

2º Prémio: Angela Canez "Comunidade" 

comunidade1

 

2º Prémio: Myrna Renaud "Certamen"

 

Utopía de aprendizaje en la práctica artística y comunitaria.
40 días de Artevivo,
Taller-Instalación de Danza Plástica,
Taller Libertá, Mayagüez, Puerto Rico.
22.08 – 30.09, 2019.

Material:

Hielo, toallas de diferentes tamaños y una tina de hierro galvanizado.

Premisa de intervención en la práctica movimental con mira a resultado coreográfico:

Creación de un tambor comunal para aprender, descubrir y ampliar un vocabulario percusivo-sonoro en el encuentro y enfoque estético: hielo vertido en contentor circular.


Según la manipulación en patrones rítmicos que surgen simultáneamente de la premisa conceptual, la aceptación de la diversidad de conocimientos y la curiosidad de lxs participantes; se construyeron, manifestaron y repitieron patrones percusivos con un nuevo medio en armonía a la intención de cooperar e incluir un prisma de ideas llevadas al contenido/contentor circular.


De sólido a líquido:

Factor variable: cantidad diaria de participantes.


En los 40 días de artevivo se presentaron un mínimo de tres y un máximo de quince participantes al taller-instalación. La convocatoria fue estructurada para un formato de tránsito libre. La diferencia participativa diaria generó un ambiente saludable para la investigación, tanto coreográfica como de inclusión comunitaria: edades, géneros, proficiencias creativas, habilidades físicas, motoras, neurológicas y la implementación de un amplio margen de cooperación fiscal que incluyó trueques por alimento vegetariano, servicios profesionales y también donativos en acorde a las capacidades salariales de lxs participantes.


Factor no variable: compromiso de cada participante a traer un saco de hielo por sesión según propuesto por la autora, directora, coreógrafa-maestra Myrna Renaud.

 

 

Reflexión poética:


Manos heladas tocan brazos, pechos, piernas, caras, cuellos, párpados

(…tinacomolaTurnertinacomolaTurnertinacomolaTurner…)

toalla pequeña en el tope de la cabeza estirada por sus cuatro puntos,

enfría los pensamentos.

(…tinacomolaTurnertinacomolaTurnertinacomolaTurner…)

Interviene la toalla de baño sumergida en la creciente del frio líquido,

amarrada a la cintura en calma y quietud de efigie,

los chorros helados descienden por pelvis y muslos,

un cierre a la noche caliente y bailada,

en pie, por el suelo, soneando, silente.

(…tinacomolaTurnertinacomolaTurnertinacomolaTurner…)

Con toda esa afinación timbada del hielo repertorial derretido,

superado a zumos y textiles tíbios,

confeccionamos pues

 

la camita de hielo - conjunto de solos -

el pasadía - para sexteto, septeto u octeto -

la tarta – intervención sucesiva escultórica -

(…tinacomolaTurnertinacomolaTurnertinacomolaTurner…)

Sumergí-me sentada en tal heladera una noche de cierre y congelé-me toda,

desde la vagina hasta el estómago

entregué-me a tal digestión.

(…tinacomolaTurnertinacomolaTurnertinacomolaTurner…)


95 grados Farenheit en el Caribe.

 

3º Prémio: Inês Marquês Mateus "Die faulen Samen"

 

Erleichterung. Erleichterung. Erleichterung.

Das Wort stolpert durch mein Bewusstsein, plötzlich und wiederholt in all seiner Pracht. Ich beobachte dich aus sicherer Entfernung, als gäbe es keinen Unterschied zwischen dir und einem Biest der gefährlichsten Rasse. In der Ferne höre ich gedrosselt dazwischenliegende Silben von denen, die nicht wissen, was sie sagen sollen. Die Blässe deiner Haut fängt die Augen der Neugierigsten ein und berührt diejenigen, die dich ansehen und diejenigen, die wegsehen. Sie sehen in dir - wahrscheinlich und tragisch - die traurigste Geschichte, die jemals erzählt wurde. Sie loben deine Schönheit, aber sie wissen nicht, dass du dir alles geliehen hast, was du besitzt: Deine kleine flache Nase, deine blassen hellgrünen Augen, dein Mund, der nie ein Wort sprach. Bist du jemals ein Mensch geworden? Bist du jemals meine Tochter geworden?

Leiche. Verstorbene. Fäulnis. Kompost.

Ist dieser Akt der Barmherzigkeit das Ergebnis der Zusammenarbeit von Kräften, die das Schicksal bestimmen? Meins und deins. Einerseits befreie mich von dir. Andererseits lass dich für immer in der simpelsten Version von dir. Die Einzige, die du jemals sein wirst. Ohne dass das Leben alles in dir ansammelt. Ist deine Abwesenheit alles, was ich jemals wollte? Ist deine Abwesenheit meine Utopie? Die Leute werden mich mit Sicherheit ein Biest nennen. Aber ich bin kein Biest, denn selbst die schrecklichsten Biester spüren das Gewicht der Trauer. Ich bin eine Mutter, die von einem übernatürlichen Eingriff gesegnet wurde, der die natürliche Reihenfolge der Dinge veränderte. Ist dieser Frieden ein Kapitalverbrechen? Wie laufen die Dinge so ab, wie sie sind? Die Kette der Ereignisse verehrt das völlige Chaos und verachtet die Harmonie. Wer kontrolliert alle Unregelmäßigkeiten, Unannehmlichkeiten, Meinungsverschiedenheiten und Ungewissheiten in menschlichen Angelegenheiten? Mit Sicherheit ein Anarchist. Absicht? Grund? Bedeutung? Ich werde es nie wissen.

Erleichterung. Erleichterung. Erleichterung.

 

 

Menção Honrosa: Rita Martins "Making Soup in a Canary Bay"

Indochine was playing again.

Sara was vaguely aware of this. If she wanted to she could measure time in Indochine songs. She knew Julie’s playlist by heart by now. Though she wasn’t sure what ‘now’ meant anymore. How long had it been since she’d come to visit Julie, the farm hermit, who lived in a sort of utopia with her llamas, her donkey and her cats?

Out here, in the middle of birch and apple trees, Sara had but one mission –cutting six carrots and two large potatoes.   

She cast a quick look at the glass-paneled doors.

The light had changed. They had each drunk a glass of Fortini as a sort of farewell to the end of the afternoon’s last burst of sunlight and watched as that light diffused itself in scraps of fog that clung to the wet grass. As the sky had begun to truly darken Julie suggested they started on her signature soup. 

Julie had busied herself with the onions. She had given Sara the good knife for the carrots and the potatoes.

There was a sense of harmony between them and with the house warmed by the fire Julie had started, between the piles of carrot bits sitting in a red plate, next to the potatoes in a green bowl, to the tiny coffee cup Julie had filled with delicious curry powder.

Indochine faded yet again. Sara’s ears were tuned in to the onions sizzling in the frying pan. The leisurely sound of Julie’s wooden spoon stirring them around in large circles.

She moved on to cutting potatoes with nothing short of dedication.

The knowledge that soon she would be wrapped in a blanket with a cat in her lap eating soup warmed her more than the fire.

What did her life use to be like, she wondered absent-mindedly, a question that wouldn’t quite take form, couldn’t, especially now that her eye had caught Julie taking paprika out of a little test tube. She had a rack full of them, each with a difference spice, and the creativity of it all never ceased to amaze Sara. 

“Done?”

Sara got up and passed the cutting board to Julie, gently, so that not one bit of potato fell on the floor. Then she stood next to her friend as she stirred the mixture.

“I think it’s time for the curry, then you can go upstairs while I blend it.”

           Outside was pitch-black. Theirs was the only light for kilometers.

From the breakneck pace of the city, to this. The difference in how time felt was astonishing. It had taken on a thick, nourishing consistency. You could stir it with your finger, although a spoon would be more sanitary. 

Novo período de candidaturas para professores de línguas estrangeiras

No sentido de diversificar a oferta linguística do Centro e reforçar a bolsa de formadores já existente, o CLi está à procura de professores de línguas estrangeiras (Alemão, Coreano, Francês, Inglês, Japonês, Neerlandês, Sueco, entre outras...).

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Concurso de Escrita Criativa Multilingue' 19

O Concurso de Escrita Criativa Multilingue é uma iniciativa do Centro de Línguas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLi-FLUL) e da Associação para o Desenvolvimento para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (ADFLUL), que teve a sua primeira edição em 2017.

O objetivo deste concurso é pôr as línguas em diálogo, fomentar a criatividade linguística e a liberdade na escrita.

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Concurso de Fotografia

O Concurso de Fotografia está de volta, depois de uma "breve" pausa de 7 anos e desta vez o tema é a Inclusão pela Arte.  Esta é uma iniciativa conjunta do Centro de Línguas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLi-FLUL) e da Associação para o Desenvolvimento para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (ADFLUL).

O objetivo deste concurso é dar a conhecer novas perspetivas, fomentar a criatividade artística e a liberdade visual através da fotografia.

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